Os banco de dados enredados na teia

Como os fabricantes de banco de dados reagem às Intranets

14 de julho de 1997

Minha loiríssima vizinha duvidou que pudesse escrever um artigo agradável sobre bancos de dados, objetos e Intranets. Ela não se considera um objeto sexual e considera a informática um bicho inescrutável porém indispensável (um mal necessário).

Os softwares de banco de dados tem a função essencial de organizar as informações e possibilitar a recuperação rápida da informação desejada.

Os objetos são entidades de software que tem um comportamento e se comunicam com outros objetos. Este comportamento está relacionado com sua estrutura interna e com as funções que definem como reagir a mensagens externas.

As Intranets são mini Internets dentro das empresas, sendo conectadas à Internet. Possibilitam aos empregados navegar dentro das informações da empresa e aos clientes e fornecedores acesso às informações de seu interesse.

Os bancos de dados utilizados atualmente são chamados de relacionais. Eles são construídos a partir de tabelas que se relacionam com outras tabelas. Através do mecanismo de indexação as tabelas são pesquisadas e a informação é rapidamente recuperada. Podem ser citados Oracle e IBM(DB2).

Os bancos relacionais se prestam muito bem a aplicações tradicionais como folha de pagamento e transações bancárias, as quais são estruturadas apenas com dados numéricos e textuais. Nestas aplicações os dados não têm uma estrutura complicada e as regras que definem o seu comportamento não são especialmente elaboradas.

Contudo com as Intranets aparecem informações de conteúdo mais rico, como imagens tridimensionais,gráficos,sons e vídeos (na Intranet as avenidas de comunicação são bem mais largas que na Internet). Ao mesmo tempo o mundo de negócios fica mais complexo (tomemos por exemplo os derivativos).

Os bancos de dados orientados ao objeto (BDOB) atendem a estas novas necessidades. Os dados não são mais tabelas e sim objetos. Nos objetos estão inseridas as operações para o funcionamento do banco de dados. Eles podem conter tipos diferentes de dados (de gráficos a vídeos), além dos dados tradicionais. Jasmine (Computer Associates), GemStone , Object Design e Poet são BDOO.

Porém o acesso à informação nos BDOB é mais lento que nos relacionais. Assim surgiu o banco de dados misto, com base no relacional mas com características do BDOB. Podemos citar o Illustra (Informix)

Ainda não está claro qual será o tipo de banco de dados vencedor. O mais provável é que cada tipo se adeque a um determinado campo de aplicações. Se velocidade é essencial, utiliza-se o relacional (se necessário, com arquitetura paralela). Se a riqueza dos dados e a relação entre eles é fundamental, o BDOB. E numa faixa intermediária (talvez a maior atualmente) o banco de dados misto.

Quanto a minha vizinha loira, ela é uma ficção. O casamento de banco de dados e objetos, porém, é real e é mais uma tendência que não pode ser ignorada.


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© 1996-1997 João Alexandre Sartorelli.
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