ÍNDICE
    1. Histórico
        1.1.  História da SAP
        1.2. Histórico dos softwares de gestão empresarial
    2. Vantagens do uso de softwares de gestão
    3. Escolhendo o software de gestão apropriado
    4. Descrição do software de gestão SAP R/3
        4.1. Princípios básicos do software R/3
        4.2. Módulos do SAP
          4.2.1. Módulos para dirigir a empresa
          4.2.2. Módulos para fabricação
          4.2.3. Módulos para serviços de apoio
          4.2.4. Soluções industriais
        4.3. Arquitetura cliente-servidor
        4.4. Linguagens utilizadas pelo sistema
        4.5. Como a SAP apresenta seu software para os usuários
    5. Casos de implantação do SAP
        5.1. Fusão da Siemens e Nixdorf (setembro/98)
        5.2. Hoechst (setembro/1998)
        5.3. Implantação rápida
    6. Cenário após implantação do SAP
    7. Outras faces do pacote SAP R/3
        7.1. Integração com outros pacotes
        7.2. Interface com usuário
        7.3. Resistências à implantação
    8. Livro recomendado
    1. Histórico
      1.1.  História da SAP

      SAP (Sistemas, Aplicações e Produtos em processamento de dados) foi criada em 1972 por 5 consultores da IBM (Hasso Platter e quatro outros colegas) que perceberam a possibilidade de criar um pacote de software padrão a ser executado em mainframe IBM. Em dezoito meses foi criado o sistema R. Depois foi renomeado para R/1, sendo seguido pelos sistemas R/2 e R/3.

      O primeiro contrato da SAP não foi para seu software padrão, mas um software de desenvolvimento de projetos para a ICI, multinacional química inglesa. Após o contrato com a ICI a SAP conseguiu contratos com Dow Chemical, DuPont e Eastman Chemical. Todas essas empresas ainda estão utilizando R/2, o qual é executado em mainframe. Elas estão migrando lentamente para o R/3, versão cliente-servidor do software.

      O R/3 apareceu inicialmente no final dos anos 80 quando a IBM lançou sua arquitetura SNA. Plattner imediatamente começou o projeto do que se tornaria o R/3, mas ele e seus parceiros decidiram trabalhar com Unix no lugar do mainframe IBM. O desenvolvimento durou cinco anos e em 1992 o sistema R/3 foi lançado.

      Ele foi instalado inicialmente nos escritórios dinamarqueses de uma pequena empresa finlandesa. Foi concebido para pequenas empresas enquanto o R/2 continua a ser o produto para grandes corporações. Em 1992 o mercado começou a abandonar a indústria de mainframe e as vendas destes equipamentos estagnou. O R/3 tinha de ser atualizado para as necessidades das grandes corporações se a SAP pretendia ainda permanecer no mercado. Porém percebeu-se que o mercado europeu apenas não seria suficiente para atender a este esforço de atualização e este novo produto foi oferecido para o mercado americano.

      Plattner foi para Los Angeles esperando conseguir algumas pequenas empresas americanas como seus primeiros clientes. Conseguiu seu primeiro acordo com a Chevron Oil, a qual ainda hoje é um cliente chave.

      O SAP apareceu na América no meio de uma revolução nas corporações chamada reengenharia de processos de negócios. Todas as seis grandes firmas de software lutavam para atender a esta nova dor de cabeça das corporações americanas, o velho estilo de fazer negócios. A SAP entrou em cena com um produto que atendia a muitos dos novos processos de negócios, e aliou-se a firmas de consultoria como a Andersen Consulting para fazer o software atender a consultoria em processos de negócios.

      Hoje (1998) a SAP tem 32 % do mercado de softwares de gestão empresarial e luta para atingir 40 %. Fatura US$4 bilhões e é a Quinta empresa de software no mundo com 17000 locais com R/3. Quase todas as empresas Fortune 500 utilizam o R/3 em algum componente dos seus processos de negócios vitais, tais como contabilidade mensal ou entrada de pedidos.

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      1.2. Histórico dos softwares de gestão empresarial
Nos anos 60 o foco dos sistemas de manufatura era o controle de inventário. A maior parte dos pacotes de então (normalmente feitos sob encomenda) era projetada para lidar com o inventário utilizando os conceitos tradicionais. Nos anos 70 o foco deslocou-se para sistemas MRP (planejamento de pedidos de material) , os quais traduziam o plano de fabricação dos produtos finais em requisitos de tempo e montagem para os subconjuntos, componentes e em planejamento e obtenção de matérias primas.

Nos anos 80 o conceito de MRP-II (planejamento de recursos de manufatura) evoluiu como uma extensão do MRP para o chão de fábrica e atividades de gerenciamento de distribuição. No início dos anos 80, o MRP-II foi estendido para cobrir áreas como engenharia, finanças, recursos humanos, gerenciamento de projetos, etc., i.e., , a completa gama de atividades de um negócios. Assim foi criado o termo ERP (Enterprise Resource Planning, planejamento de recursos da empresa). Em português os softwares ERP são denominados softwares de gestão empresarial.

Os softwares de gestão empresarial utilizam aspectos tecnológicos como arquitetura distribuída cliente/servidor, sistemas de gerenciamento de banco de dados relacionais (RDBMS), programação orientada ao objeto, etc. As soluções de softwares de gestão empresarial englobam amplas áreas dentro de qualquer negócio como Manufatura, Distribuição, Finanças, Gerenciamento de Projetos, Serviço e Manutenção, Transportes etc. Uma integração "sem emendas" é essencial para proporcionar visibilidade e consistência ao longo da empresa.

Um sistema de gestão empresarial deve ser suficientemente versátil para atender a diferentes ambientes de fabricação, envio para o estoque, montagem para atender ao pedido e engenharia do pedido. O ponto de desacoplamento do pedido do cliente (The customer order decoupling point (CODP)) deve ser flexível o suficiente para possibilitar a coexistência destes ambientes de fabricação dentro do mesmo sistema. Também é muito provável que um mesmo produto possa migrar de uma ambiente de fabricação para outro durante seu ciclo de vida.

O sistema deve ser completo o suficiente para atender a cenários de fabricação discretos ou contínuos. A eficiência de uma empresa depende de quão rapidamente a informação flui através da cadeia de produção, i.e., do consumidor para o fabricante para o fornecedor. Isto exige que os sistemas de gestão empresarial tenham uma funcionalidade total em todas as áreas como vendas, contas a receber, planejamento de engenharia, gerenciamento de inventário, produção, compras, contas a pagar, gerenciamento de qualidade, produção, gerenciamento de distribuição e transporte externo. EDI (Electronic Data Interchange), troca eletrônica de dados, é uma importante ferramenta para acelerar a comunicação com os parceiros de negócios.

Mais e mais companhias tornam-se globais com foco em down –sizing e descentralização de seus negócios. ABB e Northern Telecom são exemplos de empresas que tem negócios espalhados ao redor do mundo. Para estas empresas gerenciarem seus negócios eficientemente, os sistemas de gestão empresarial devem possibitar o gerenciamento de unidades localizadas em diferentes países. As funções de contabilidade centralizada e descentralizada devem ter flexibilidade suficiente para consolidar a informação da corporação.
 

De volta ao índice   2. Vantagens do uso de softwares de gestão Na última década o ambiente de negócios mudou dramaticamente. O mundo tornou-se ume mercado pequeno e muito dinâmico. As organizações hoje enfrentam novos mercados e crescentes expectativas dos consumidores. Isto coloca uma imensa pressão nos fabricantes para:
    1. Abaixar os custos totais na cadeia de produção
    2. Diminuir tempo de entrega
    3. Reduzir estoques a um mínimo
    4. Aumentar variedade de produtos
    5. Aumentar qualidade do produto
    6. Proporcionar datas de entrega mais confiáveis e um serviço de melhor qualidade para o consumidor
    7. Coordenar de modo eficiente as demandas, oferta e produções globais.
Portanto as organizações de hoje tem reengenheirar constantemente seus procedimentos e práticas de negócios para responderem mais rapidamente aos consumidores e à competição. E isto é possível com a utilização de softwares de gestão empresarial, os quais informatizam os processos de negócios, com alteração destes se necessário. De volta ao índice
    3. Escolhendo o software de gestão apropriado
     
      Os seguintes pontos devem ser considerados na escolha do software de gestão

      - Ajuste funcional com os processos de negócio da empresa. A funcionalidade do software deve atender aos processos da empresa. Se isto não acontece uma solução é mudar os processos, se verifica-se que eles não são eficazes. Outra solução é considerar outra tecnologia

      - Grau de integração dos diversos componentes dentro do sistema de gestão empresarial e integração destes com os sistemas existentes

    - Flexibilidade e adequação ao crescimento da firma
    - Complexidade ; interface amigável
    - Rápida implementação; curto período de ROI (retorno sobre investimento)
    - Habilidade para atender a planejamento e controle em empresa com filiais

    - A empresa deve possuir a infra-estrutura tecnológica necessária para instalação do pacote de gestão empresarial. Para implantar um pacote R/3 é necessário a existência de servidores poderosos e confiáveis, micros adequados para os usuários e uma instalação para ligá-los em rede.

    - A segurança do sistema atende às políticas da empresa

    - Disponibilidade de atualizações regulares
    - Esforço necessário para configuração
    - Infra-estrutura de suporte local
    - Conversão de dados
    - Verificar se a empresa está disposta a mudar da estrutura hierarquizada para estrutura orientada a processos
    - Verificar se os consultores têm relacionamentos anteriores bem sucedidos e conhecem o negócio da empresa
    - Custos totais, incluindo custo das licenças, treinamento, implementação, manutenção, configuração e requisitos de hardware.
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    4. Descrição do software de gestão SAP R/3
     
      4.1. Princípios básicos do software R/3

      As funções de negócio padrão dos sistemas SAP R/3 possibilitam a execução de todos os processos de negócio utilizados em quase todos os tipos de negócios. A abrangência dessas funções vai desde uma interação controlada com o usuário, passando pelos processos requeridos para manter um sistema integrado de dados, e chegando a funções de controle e de estatística necessárias para um sistema de controle de uma empresa.

      O sistema não se restringe ao repertório de processamento de dados exigidos por uma organização corporativa complexa, mas também abarca o processo de implementação pelo qual o sistema de negócios existente é descrito e desenvolvido para criar um modelo de negócios, o qual será atendido pelo sistema SAP.

      As transações dentro do sistema vão do intercâmbio de dados ao processo de decisão, do desenvolvimento de software ao projeto das interfaces, do processamento automático aos relatórios financeiros.
       

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    4.2. Módulos do SAP
Os módulos do SAP são integrados e tentam refletir os processos de negócios de uma corporação.
 
4.2.1. Módulos para dirigir a empresa
  4.2.1.1. Módulos de finanças (FI)
4.2.1.2. Contabilidade (CO) 4.2.1.3. Controladoria (EC) 4.2.1.4. Gerenciamento de títulos (TR) 4.2.1.5. Gerenciamento de investimento (IM) 4.2.1.6. Projetos (PS) 4.2.1.7. Logística (LO) De volta ao índice
    4.2.2. Módulos para fabricação
     
      4.2.2.1. Planejamento de produção
      4.2.2.2. Manutenção das instalações de fábrica
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    4.2.3. Módulos para serviços de apoio
     
      4.2.3.1. Gerenciamento de materiais (MM)
      4.2.3.2. Gerenciamento da qualidade (QM)
      4.2.3.1. Vendas e distribuição (SD)
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    4.2.4. Soluções industriais
O SAP foi aperfeiçoado para atender as necessidades de determinadas indústrias ou tipos de indústrias. Existem soluções para indústrias dos setores: A tendência é oferecer cada vez mais soluções verticais para que a implantação do pacote seja mais adequada e rápida.   De volta ao índice
  Os sistemas SAP foram projetados para corporações de porte médio a grande com filiais em diferentes países e diversos centros de processamento de dados.

Os negócios aumentaram em tamanho e complexidade. Os sistemas computacionais processam cada vez mais rapidamente grande quantidade de dados. Combinando a necessidade com a tecnologia surge o conceito de uma rede de computadores servidores atendendo a diversos computadores clientes.

A maior parte dos sistemas de negócios tem de fornecer as três principais funções:

Todas as funções podem ser executadas por apenas um computador (um servidor) com um grande número de terminais. As primeiras funções podem ser executadas em um só computador (um servidor) e a terceira em computadores clientes (como micros). Ou então pode ser usada a configuração em três níveis , com um ou mais servidores executando a primeira função, um ou mais servidores executando a segunda e vários clientes a terceira. Os usuários fazem uso dos terminais (primeiro caso) ou dos computadores clientes (segundo e terceiro casos). De volta ao índice
    4.4. Linguagens utilizadas pelo sistema
A linguagem principal linguagem do R/3 é a ABAP (Advanced Business Application Programming, programação para programas avançados de negócios). É uma linguagem adequada para espelhar um ambiente de negócios. Ela garante que os diferentes módulos do R/3 continuem integrados. Ela possibilita o desenvolvimento de novos programas ou modificação de programas existentes para atender a necessidades específicas de uma empresa. Ela facilita o trabalho das equipes de desenvolvimento por esconder os detalhes técnicos, como sistema operacional, banco de dados, redes e comunicação cliente-servidor.

No entanto esta linguagem não é tão disseminada, por ser proprietária. Foi escolhida a linguagem Java para o desenvolvimento dos módulos do SAP. Ela não substitui o ABAP mas conviverá com ela. A linguagem Java é a linguagem utilizada em aplicações direcionadas para a Internet e é uma linguagem bem disseminada. A escolha desta linguagem mostra o empenho da SAP para integrar os seus softwares de gestão empresarial . Com esta integração as empresas estarão mais capacitadas para integrar seus sistemas de software com o de clientes e fornecedores, tornando possível a idéia de corporações virtuais. Na corporação virtual a empresa forma alianças temporárias, as quais atendem a seus objetivos imediatos de negócios.

  De volta ao índice   4.5. Como a SAP apresenta seu software para os usuários  
 Escolher um software de gestão é uma tarefa complexa. A SAP criou mapas (Weston[2]) para facilitar a análise da adequação dos seus produtos às necessidades do cliente.

Estes mapas foram divididos em cinco segmentos. O primeiro é "compreensão" que envolve avaliação do tamanho, instalação, configuração, migração e planos de teste que a empresa deve executar antes de implementar o software.

O segundo é integração, incluindo como ligar todos os módulos de SAP da firma e os vários processos de negócios aos quais eles atenderão.

O terceiro segmento é extensão, como adicionar softwares complementares ao SAP, bem como quais interfaces serão necessárias para os sistemas existentes e quanto desenvolvimento para adaptação será necessário.

O próximo é "operação confiável", ou gerenciar o sistema no momento em que ele está sendo executado. As preocupações são a capacidade de administrar os detalhes, desempenho, disponibilidade, e segurança.

Por último é "mudança contínua", que lida como planejar as atualizações ou que atualizações ocorrerão devido a questões de mudança na administração ou no tamanho da empresa.

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 6. Cenário após implantação do SAP
 

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    8. Livro recomendado
     
      "Using SAP R/3" da Editora QUE, escrito pela ASAP World Consultancy com uma equipe coordenada por Jonathan Blain, mostra com profundidade o SAP nas suas dimensões fundamentais: tecnológica e negócios.

      O SAP utiliza um modelo de funcionamento de um empresa e este modelo é explicado detalhadamente neste livro, com a apresentação dos diferentes módulos de negócio.

      Outro aspecto fundamental é  a apresentação do conhecimento tecnológico necessário para a implementação e gestão do SAP.

      Apresenta-se aspectos da implementação do SAP: como justificá-la, análise de riscos, perfil da equipe, condução, teste. Esta apresentação não é feita em profundidade.

      "Using SAP R/3" funciona como introdução e como referência. Pode ser comprado na Livraria Cultura.

 
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